top of page

Idoso troca o dia pela noite: é insônia ou alteração do horário do sono?

há 11 minutos
4 min de leitura

Entenda por que dormir tarde nem sempre significa dormir pouco e o que familiares e cuidadores precisam observar.

“Meu pai não dorme à noite. Fica acordado até as três da manhã e só levanta ao meio-dia!”

Essa é uma queixa comum entre familiares e cuidadores de pessoas idosas. Mas será que estamos diante de um problema de insônia ou de uma rotina de sono em horários diferentes?

Antes de concluir que a pessoa idosa está dormindo mal, precisamos observar três aspectos importantes: quantas horas ela dorme, em quais horários e qual é a qualidade desse sono.

A pessoa idosa realmente precisa dormir menos?

Existe uma crença de que, com o envelhecimento, as pessoas passam a precisar de poucas horas de sono.

Entretanto, pesquisas mostram que pessoas idosas geralmente continuam necessitando de aproximadamente 7 a 9 horas de sono por noite, embora essa necessidade possa variar individualmente.

O que muda com o envelhecimento não é necessariamente a quantidade de sono necessária, mas algumas características do descanso.

O sono pode se tornar mais leve, os despertares noturnos podem ser mais frequentes e os horários de dormir e acordar podem sofrer alterações.

Por isso, envelhecer não significa deixar de precisar de uma boa noite de sono.

Dormir às três da manhã e acordar ao meio-dia é insônia?

Não necessariamente.

Imagine uma pessoa idosa que adormece às três horas da manhã e acorda ao meio-dia.

Entre esses dois horários existem nove horas. Se ela realmente dormiu durante a maior parte desse período, não podemos afirmar que está dormindo pouco apenas porque adormeceu de madrugada.

É importante diferenciar o tempo que a pessoa permanece na cama do tempo em que realmente está dormindo.

Também precisamos considerar como ela se sente ao acordar, se apresenta sonolência durante o dia e se os horários de sono prejudicam suas atividades.

Dormir em um horário diferente do habitual não significa, por si só, ter insônia.

O que é o relógio biológico?

Nosso organismo possui um sistema de regulação conhecido como ritmo circadiano, popularmente chamado de relógio biológico.

Ele ajuda a organizar os períodos de sono e vigília ao longo de aproximadamente 24 horas.

Esse funcionamento sofre influência de diferentes fatores, especialmente da exposição à luz, da rotina de atividades e dos horários de dormir e acordar.

Com o envelhecimento, podem ocorrer mudanças nesse sistema. Em muitas pessoas idosas, existe uma tendência a sentir sono mais cedo e despertar mais cedo.

Entretanto, algumas pessoas apresentam horários de sono atrasados ou irregulares, especialmente quando existem mudanças importantes na rotina, pouca exposição à luz natural ou determinadas condições de saúde.

Quando o horário de dormir e acordar está desajustado em relação às necessidades da pessoa, pode haver uma alteração do ritmo de sono e vigília.

Isso não significa que todos esses casos representem uma doença.

Mulher idosa sentada próxima à janela, recebendo luz natural pela manhã, em um ambiente tranquilo e acolhedor.

A rotina pode influenciar o sono da pessoa idosa?

Sim. E esse é um ponto importante para familiares e cuidadores.

Uma pessoa idosa que passa grande parte do dia sentada, recebe pouca luz natural, realiza poucas atividades e dorme durante longos períodos à tarde pode apresentar dificuldades para adormecer no horário desejado.

Em algumas situações, organizar melhor a rotina contribui para melhorar a regularidade do sono.

Algumas medidas que podem ajudar incluem:

  • Manter horários relativamente regulares para acordar e dormir.

  • Favorecer a exposição à luz natural durante o dia, respeitando as condições de saúde.

  • Estimular atividades físicas e sociais compatíveis com a capacidade da pessoa.

  • Observar a duração e o horário dos cochilos.

  • Evitar cafeína próximo ao horário de dormir.

  • Manter o quarto confortável, silencioso e com iluminação adequada.

  • Reduzir estímulos intensos e o uso de telas antes de dormir.

Essas medidas fazem parte dos cuidados conhecidos como higiene do sono.

Entretanto, não se deve obrigar a pessoa idosa a permanecer acordada ou modificar bruscamente seus horários, especialmente quando existem doenças ou alterações cognitivas.

O objetivo é promover um descanso adequado, e não simplesmente fazer com que todos durmam no horário considerado ideal pela família.

Quando a dificuldade para dormir merece atenção?

Nem toda alteração do sono está relacionada aos hábitos.

Despertares frequentes, dificuldade persistente para dormir ou sonolência excessiva podem estar associados a diferentes condições, como:

  • Dor ou desconforto físico.

  • Necessidade frequente de urinar durante a noite.

  • Apneia do sono, especialmente quando existem roncos intensos e pausas respiratórias.

  • Efeitos de medicamentos.

  • Ansiedade e alterações do humor.

  • Doenças neurológicas, incluindo algumas demências.

  • Problemas respiratórios e outras condições clínicas.

Por isso, quando a alteração do sono é persistente, provoca sofrimento ou interfere nas atividades diárias, é importante buscar avaliação profissional.

Uma mudança súbita do padrão de sono acompanhada de confusão mental, desorientação ou alteração importante do comportamento também merece avaliação médica rápida.

Qual é o papel do cuidador de idosos?

Cuidadora de idosos conversando com uma mulher idosa e fazendo anotações em um caderno sobre sua rotina de cuidados.

O cuidador desempenha um papel importante na observação da rotina.

Antes de afirmar que a pessoa idosa não dorme, vale registrar durante alguns dias:

  • A que horas ela costuma deitar e adormecer.

  • Quantas vezes desperta durante a noite.

  • A que horas acorda definitivamente.

  • Se dorme durante o dia e por quanto tempo.

  • Se apresenta cansaço, irritabilidade ou sonolência.

  • Se houve mudanças recentes nos medicamentos, na saúde ou na rotina.

Essas informações ajudam a compreender melhor o padrão de sono e podem contribuir para a avaliação dos profissionais de saúde.

O cuidador não deve diagnosticar insônia nem oferecer medicamentos para dormir por iniciativa própria.

Seu papel é observar, registrar, comunicar alterações e contribuir para uma rotina segura e adequada.

Antes de dizer que a pessoa idosa não dorme, observe!

Dormir tarde não significa necessariamente dormir pouco.

Uma pessoa que adormece de madrugada e acorda no final da manhã pode estar dormindo uma quantidade suficiente de horas, embora seja necessário avaliar a qualidade do descanso e os impactos desses horários na vida diária.

Em determinadas situações, ajustes na rotina podem ajudar. Em outras, será necessário investigar possíveis alterações do sono ou condições de saúde.

O mais importante é compreender que cuidar não significa apenas seguir horários, mas observar as necessidades individuais de cada pessoa.

A atenção aos pequenos detalhes faz parte de um cuidado responsável, seguro e qualificado.

Diretriz Profissionalizante

Formando Cuidadores de Idosos de Alta Performance.

Conheça nossos cursos presenciais e online de Cuidador de Idosos. Acesse o site da Diretriz Profissionalizante.

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
  • Whatsapp
ChatGPT Image 16_07_2026, 16_12_03.png

Formando Cuidadores de Idosos de Alta Performance.

  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn

​​Institucional

(11) 3360-9733

(11) 99499-4500

Av Santa Catarina 1250 sala 05,

São Paulo / SP - 04.378-000

Copyright © 2026 Todos os direitos reservados a DIRETRIZ PROFISSIONALIZANTE | PRODUZIDO, CRIADO E DESENVOLVIDO, com Expressão Sites

Contato

bottom of page